sábado, 14 de junho de 2008

Autoconhecimento

* Para entendermos a floresta, precisamos entender primeiramente a árvore, porque é dela que se forma a floresta. Da mesma forma, para entendermos o mundo, precisamos primeiramente entender a nós mesmos, buscando introspectivamente o autoconhecimento.
Não há motivo algum se impressionar com a multidão, pois esta é formada por unidades separadas. Tampouco a multidão não julga, quem julga é o ser individual, que sugestiona a multidão.

* É considerável o quesito transformação cíclica; aquilo que deixou de existir, dá as condições necessárias a uma nova existência; é o fenômeno de ressurgir do novo; é a árvore que ressurgiu da semente e a semente que ressurgiu da árvore; é o ciclo que se fechou e em conseqüência, uniu no mesmo ponto o antigo e o novo; é onde terminou o fim e começou o começo; é a transformação, é o equilíbrio se restabelecendo do não equilíbrio.

* Em síntese a nossa presença está na existência de cada elemento da natureza. Somos agentes da eternidade de onde a nossa origem procede e só ocorre a nossa manifestação quando as condições ambientais se desenvolvem na natureza e propiciam a possibilidade de nos ressurgirmos e nos desenvolvermos como criaturas no evento de agir e interagir no meio físico. Em contra partida, o nosso suposto desaparecimento se dá somente quando o meio ambiente deixar de oferecer as condições de subsistência e permanência vital, não impedindo, entretanto que a continuação da nossa essência volte a se manifestar em tempo oportuno quando encontrar novamente as condições propícias do meio ambiente na natureza em evolução cíclica.
— Não obstante, o código da vida está em toda parte, mas para acessá-lo é necessário que seja derivado dele.
Por mais engenhoso que se construa a máquina, não será possível atrelá-la ao código da vida por ser de natureza originária de combinações infinitas e pertencer a uma dimensão infinita.

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